
terça-feira, 10 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Lista Sugestão para o Chá de Bebê "Lelê&Cia."Para quem não sabe ainda, é um MENINO...
(ao escolher um item, deixe um comentário abaixo para evitar repetições)
01 álbum de fotos
02 babadores
01 bichinho de borracha ou pelúcia (não tóxico)
02 bodies de manga comprida - 01 COMPRADO!
02 bodies de manga curta
01 bolsa pequena de água quente
06 cabides infantis
02 calças com pé (de preferência de malha)
03 calças enxutas
04 caixas de hastes flexíveis - 04 COMPRADAS!
01 caixa de lenços umedecidos - 01 COMPRADA!
01 chapéuzinho ou bonézinho
01 chocalho
01 creme para assaduras - 01 COMPRADO!
02 cueiros
01 escova de cabelo para bebê
01 esponja
02 fraldas de pano
02 gorrinhos de lã ou malha
01 jogo de lençol para carrinho
01 lavanda ou colônia para bebê
01 loção cremosa para limpeza
01 chapéuzinho ou bonézinho
01 chocalho
01 creme para assaduras - 01 COMPRADO!
02 cueiros
01 escova de cabelo para bebê
01 esponja
02 fraldas de pano
02 gorrinhos de lã ou malha
01 jogo de lençol para carrinho
01 lavanda ou colônia para bebê
01 loção cremosa para limpeza
01 macacão de manga comprida
01 macacão de manga curta
01 macacão banho de sol
02 meias
01 mordedor de borracha (não tóxico)
01 óleo para bebê
01 pacote de algodão
01 pacote de fraldas descartáveis
01 pente para bebê
01 pinça de pegar mamadeira
01 pratinho para papinha
01 sabonete neutro - 01 COMPRADO!
01 saboneteira
02 sapatinhos de lã ou linha
01 xampu neutro
01 termômetro digital - 01 COMPRADO!
01 termômetro para banho
01 tesourinha de unha - 01 COMPRADA!
01 toalha fralda
01 toalha para banho com capuz
01 toalha de fralda
01 travesseiro anti-sufocante
01 macacão de manga curta
01 macacão banho de sol
02 meias
01 mordedor de borracha (não tóxico)
01 óleo para bebê
01 pacote de algodão
01 pacote de fraldas descartáveis
01 pente para bebê
01 pinça de pegar mamadeira
01 pratinho para papinha
01 sabonete neutro - 01 COMPRADO!
01 saboneteira
02 sapatinhos de lã ou linha
01 xampu neutro
01 termômetro digital - 01 COMPRADO!
01 termômetro para banho
01 tesourinha de unha - 01 COMPRADA!
01 toalha fralda
01 toalha para banho com capuz
01 toalha de fralda
01 travesseiro anti-sufocante
Essa lista é apenas uma forma de nortear vocês no fantástico (e infinito!) universo dos bebês, que eu estou apenas começando a conhecer...
Não se sintam presos a ela, por favor!
Beijos,
Lelê
quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Famosa pelo seu trabalho com primatas na África, Jane Goodall falou no XIII Congresso Mundial de Florestas sobre sua preocupação com as mudanças climáticas e lembrou que o homem não está sozinho neste planeta. Citando visitas a Groelândia, onde testemunhou os efeitos do degelo sobre os índios Inuits, e ao Panamá, onde acompanhou a retirada de pessoas de ilhas por causa do aumento no nível dos mares, a cientista britânica Jane Goodall defendeu nesta segunda-feira (19) em Buenos Aires que a proposta de Redução de Emissões do Desmatamento e Degradação (REDD) é uma oportunidade única de proteger as florestas e permitir aos povos locais que permaneçam ali, ajudando a manter sua biodiversidade.“O REDD é extremamente poderoso, pois trará grandes somas de dinheiro diretamente não só para governos, mas para pessoas locais”, afirmou Jane.
Ela citou sua experiência na Gâmbia, onde viu o desmatamento ocorrer no entorno dos Parques de conservação por falta de outras alternativas de sobrevivência das populações que ali viviam. Somente melhorando a condição de vida dessas pessoas, destacou, será possível manter as florestas preservadas. O mecanismo REDD, que está sendo discutido nas negociações internacionais como uma maneira de recompensar financeiramente países que reduzirem suas taxas de desmatamento, poderia ser usado para proteger florestas ainda intactas, completou. “Hoje já há ferramentas ligadas ao uso de tecnologia de GPS que permitem treinar as pessoas para monitorar as florestas”. O Google está desenvolvendo um sistema muito simples, explicou Jane, que deve ser lançado durante a Conferência de Mudanças Climáticas das Nações Unidas, em dezembro, em Copenhague, quando também é esperado um posicionamento sobre o REDD como ferramenta para alcançar reduções de gases do efeito estufa através da conservação florestal.
Sua opinião sobre as oportunidades para os povos locais é compartilhada pelo vice-diretor da União Internacional de Conservação da Natureza (IUCN, na sigla em inglês), Willian Jackson. “Temos que perceber o potencial das florestas tropicais, não apenas como estoques de carbono, mas também por trazerem outros benefícios sociais e ambientais importantes”, afirmou. Jackson destaca que o REDD é uma questão de escolha da sociedade e não apenas de mercado, já que seria criado com o intuito de gerar créditos compensatórios pelas emissões feitas por países desenvolvidos. E, principalmente, precisa envolver as pessoas locais. “O desenvolvimento sustentável de florestas precisa incluir todos os atores e o grande desafio é incluir as pessoas que podem ganhar ou perder com isto, como indígenas, que normalmente são os que têm menores condições de participar das negociações”, disse.
Em meio a números desanimadores sobre a situação mundial dos ecossistemas, com altos índices de desmatamento e perdas de biodiversidade, Jane prometia trazer “razões para ter esperança” em sua fala. O que a fazia ter esperança? Entre a capacidade humana e vontade dos jovens de hoje de agir, ela enfatizou a necessidade de conectar novamente a mente com o coração. “Nós precisamos romper as barreiras que adoramos criar, não apenas entre culturas, religiões e nações, mas entre a gente e os animais. Os chipanzés nós ensinaram bem isso: não somos os únicos no planeta”. Jane afirmou que a espécie humana tem um poder de inteligência enorme, porém perdeu algo chamado “sabedoria”, ainda presente entre os indígenas. “Como pode uma espécie tão inteligente ter causado isto ao planeta? Os indígenas tomam decisões pensando em como afetam a vida das futuras gerações”.O modo que encontrou para sensibilizar sobre a necessidade de respeitar outras espécies vivas além da humana foi trazer o som da floresta para o auditório, lotado de pessoas que vieram ouvir uma “celebridade” em pesquisas com animais. “Eu não trouxe nenhum slide comigo, mas quero trazer para vocês um som que para mim é um dos mais evocativos e mágicos das florestas da África, que é dos chipanzés”, disse, imitando em seguida o som produzido pelos primatas que ecoou por todos os cantos da sala e arrancou aplausos de todos.
Imagem: Black Hills State University
Por Paula Sheidt, do CarbonoBrasil
quinta-feira, 8 de outubro de 2009
domingo, 4 de outubro de 2009
Primatas das Serras das Lontras e Javi
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Primatas das Serras das Lontras e Javi
Para acessar o documento PDF, clique no título acima (Primatas das Serras das lontras e Javi) e acesse na nova janela que se abrirá. É possível fazer download ou ler o documento na própria página. Aquele abraço!!
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Você me deixou satisfeito
Nunca vi deixar alguém assim
Você me livrou do preconceito de partir
Agora me sinto feliz aqui
Quem foi que disse que é impossível ser feliz sozinho?
Vivo tranqüilo, a liberdade é quem me faz carinho
No meu caminho não tem pedras, nem espinhos
Eu durmo sereno e acordo com o canto dos passarinhos
Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte
quinta-feira, 2 de abril de 2009
MESTRE, EU SOU
Hoje estou aqui para dizer que, depois de uma verdadeira saga, digna de trilogia de Steven Spielberg, MESTRE EU SOU.
Tal qual o mais sábio Jedi, Mestre Yoda.
Ou como o misterioso Mestre dos Magos.
E, por que não dizer...Mestre Splinter!!
Enfim, obrigada a todos os que contribuiram para essa conquista. Sem vocês teria sido muito mais difícil.
Um beijo no coração e muito AXÉ.
Tal qual o mais sábio Jedi, Mestre Yoda.
Ou como o misterioso Mestre dos Magos.
E, por que não dizer...Mestre Splinter!!
Enfim, obrigada a todos os que contribuiram para essa conquista. Sem vocês teria sido muito mais difícil.
Um beijo no coração e muito AXÉ.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
Na natureza existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras existe a Valoração Ambiental
Por Leticia Bastos
Há tempos, acreditava-se que os recursos ambientais eram inesgotáveis e abundantes o suficiente para atender a uma população global com crescimento contínuo e acelerado. Não havia, portanto, a necessidade de valorá-los economicamente. Com o passar do tempo, a perspectiva de que esses recursos poderiam se tornar escassos e até desaparecer promoveu a idéia de desenvolvimento sustentável. No atual contexto de uso intensivo e de rápida destruição ambiental um fator a ser tratado com extrema importância é a chamada biodiversidade.
A biodiversidade requer nossa atenção por duas razões: primeiro, ela fornece uma série de benefícios diretos e indiretos aos humanos. Segundo, as atividades humanas têm contribuído com taxas de perda de biodiversidade inéditas na história da vida na Terra. Certamente, essa perda ameaça a estabilidade e continuidade dos sistemas ecológicos, bem como suas provisões de bens e serviços à própria humanidade. Por isso, cada vez mais a palavra “biodiversidade” se faz presente (e necessária) nas discussões ambientais ao redor do planeta.
Em termos gerais, biodiversidade significa a variedade de vida em todos os seus níveis. Longe de ser um consenso, a definição usada pela Convenção das Nações Unidas para a Biodiversidade (UNEP, 1992) compreende “toda forma de variabilidade entre seres vivos, incluindo os complexos terrestres, marinhos e ecológicos dos quais eles fazem parte”. Atualmente são aceitos quatro níveis de componentes da biodiversidade - os genes, as espécies, os ecossistemas e as funções (ou processos) - completamente interligados e interdependentes.
A biodiversidade fornece uma variedade de serviços ambientais e bens que permitem a existência de inúmeras funções ecológicas das quais os humanos dependem. Os chamados serviços ambientais são aqueles prestados pelos sistemas ecológicos e que não são computados nos custos de produção que interessam à sociedade humana. Por exemplo, o produtor de mel não contabiliza em seus cálculos econômicos o custo do trabalho de suas abelhas porque esse trabalho não lhe traz custos. Portanto, os bens (o mel, a água, a madeira) e os serviços ambientais (a polinização, o armazenamento de recursos hídricos, a ciclagem de nutrientes) representam benefícios que a população humana deriva, direta ou indiretamente, das funções dos ecossistemas.
Muitos cientistas sugerem que as propriedades e o próprio funcionamento dos ecossistemas dependem da biodiversidade, mas ainda é difícil definir até que ponto a perda da biodiversidade influencia na manutenção desses bens e serviços ambientais. Apesar de haver um consenso internacional sobre a necessidade de proteger a biodiversidade, não existe uma teoria ou argumento único que justifique por que isso deve ser prioridade na política ambiental. Do ponto de vista do manejo, uma estratégia segura parece ser a garantia de um nível mínimo de biodiversidade para a manutenção dos ecossistemas (insere-se aí o debate científico de qual seria esse nível mínimo, variável de acordo com as espécies, funções e ecossistemas em questão). É nesse ponto da questão que surge o crescente interesse em analisar e acessar o valor da diversidade biológica.
Com o intuito de associar valor à biodiversidade, devem ser levados em conta diferentes categorias de valores. A noção de valor direto é usada em referência aos usos humanos da biodiversidade, em termos de produção e consumo. Já os valores indiretos da biodiversidade são associados ao nível mínimo de infra-estrutura do ecossistema, sem o qual não existem os bens e serviços, ou seja, dizem respeito à estabilidade e sobrevivência dos ecossistemas. Os valores de existência consistem nos valores intrínsecos da natureza, enquanto os valores de opção correspondem aos potenciais usos dos recursos para o futuro.
A valoração ambiental aparece, então, com o objetivo de estabelecer uma base econômica para a proteção da biodiversidade, apontando seus benefícios. No entanto, apresenta-se como um tema consideravelmente controverso. Por um lado, existe a visão de que a valoração da biodiversidade e dos serviços ambientais consiste numa ferramenta útil não apenas para acessar a importância relativa de seus componentes mas também para orientar os tomadores de decisão com respeito a sua proteção. Muitas pessoas aceitam essa prática sob a ótica de que fornecer valores monetários para a biodiversidade é apenas uma forma de tornar explícito seu uso para propósitos instrumentais, em termos de oportunidades de produção e consumo. Segundo elas, tomar decisões públicas ou privadas que afetem a biodiversidade envolve, implicitamente, a associação de valores, sendo a moeda uma ferramenta democrática para esse fim.
Por outro lado, segundo uma visão mais holística, a biodiversidade assume um caráter abstrato ligado à integridade, estabilidade e continuidade de sistemas complexos, sendo impossível separá-la em partes e associá-las a valores monetários. Os defensores desse ponto de vista não se sentem confortáveis em estipular valores econômicos (valor instrumental) à diversidade biológica, argumentando que a biodiversidade tem valor em si mesma (valor intrínseco). Para eles, equacionar as conseqüências da perda de biodiversidade a perdas econômicas equivalentes em termos de qualidade de vida humana é uma visão extremamente antropocêntrica do mundo.
Independente dessa discussão, é notável a crescente prática das técnicas de valoração ambiental no contexto da conservação da biodiversidade. Nesse ponto, é importante reconhecer as inúmeras dificuldades e limitações da aplicação dessa ferramenta a fim de aproveitá-la da maneira mais eficiente possível. Dentre elas destacam-se: 1) a falta de uma definição única para o termo biodiversidade; 2) a falta de entendimento sobre os diferentes componentes da biodiversidade e serviços ambientais e como eles se relacionam; 3) o desconhecimento, por parte da sociedade e dos tomadores de decisão, sobre os conceitos de biodiversidade, funções e serviços ambientais e sua importância; 4) a dificuldade de escolher a metodologia de valoração mais indicada para cada situação; 5) os valores de existência são inerentes às preferências pessoais de quem avalia; 6) muitos serviços ambientais não podem ser captados em termos de valor de mercado; 7) os agentes provedores dos serviços ambientais (como as abelhas, os lençóis freáticos e as árvores da floresta) não se encontram organizados para vender seus produtos ou não encontram mercado disponível a pagar por eles; 8) os objetivos nacionais e internacionais de conservação da biodiversidade e os de crescimento econômico são, em geral, conflitantes; 9) falhas governamentais causam intervenções equivocadas ou nenhuma intervenção no tocante à valoração da biodiversidade.
Na tentativa de estimar valores econômicos para a biodiversidade, inúmeras técnicas são utilizadas, muitas baseadas nos preços de mercado, outras nos custos de produção. A mais utilizada é conhecida como Método de Valoração Contingente, geralmente associada a um fator de avaliação chamado “Disposição a Pagar”. Na ausência de mercados reais, o método busca criar um mercado fictício, estimando o quanto a população de determinado local (ou de várias partes do mundo) estaria disposta a pagar, em termos monetários, para a manutenção dos fluxos de bens e serviços ambientais. A princípio, o método aplica-se a todas as categorias de valores da biodiversidade. No entanto, pode não ser o mais adequado para os valores de biodiversidade menos conhecidos pelo público geral, como a maioria dos processos e funções ambientais (por exemplo, o sequestro de carbono atmosférico através da fotossíntese). Outra limitação está no fato de que as diferenças culturais, sociais, religiosas e éticas entre pessoas de diferentes localidades afetam diretamente sua disposição a pagar por esses bens e serviços.
Ao redor do mundo todo o Método de Valoração Contingente tem sido aplicado à valoração da biodiversidade em seus mais diversos níveis. Os bancos de desenvolvimento multilaterais, por exemplo, recorrem regularmente a esse recurso para avaliar projetos cujos benefícios são obtidos principalmente através de investimentos na melhoria de qualidade ambiental. Também as penalidades judiciais para compensar danos causados por desastres ambientais são freqüentemente fundamentadas na valoração contingente das perdas à sociedade, bem como dos custos de recuperação do ecossistema em questão.
Obviamente, a valoração da biodiversidade não deve ser tomada como única base para a tomada de decisões. Devido às incertezas envolvidas no processo de valoração, talvez ainda não seja possível obter uma estimativa acurada do valor da biodiversidade. Se considerada com prudência, no entanto, mesmo a mais crua estimativa obtida pode ser útil como ponto de partida, na medida em que serve para demonstrar a necessidade de pesquisas adicionais e esclarecer a importância relativa dos bens e serviços ambientais.
Independente da metodologia utilizada, existe uma tendência mundial a acreditar na inevitabilidade da valoração ambiental como forma de garantir a proteção da biodiversidade. Apesar das dificuldades encontradas, as decisões que fazemos enquanto sociedade acerca da natureza implicam em valorações, mesmo que não expressas em termos monetários. Cabe a nós decidir se vamos torná-las explícitas ou não.
BIBLIOGRAFIA
ADAMS, C., SEROA DA MOTTA, R., ORTIZ, R.A., REID, J.,AZNAR, C.E., SINISGALLI, P.A. (2007) The use of contingent valuation for evaluating protected areas in the developing world: Economic valuation of Morro do Diabo State Park, Atlantic Rainforest, São Paulo State (Brazil). Ecological Economics. doi:10.1016/j.ecolecon.2007.09.008
BRITO, D. (2003) The importance of sound biological information and theory for ecological economics studies valuing Brazilian biodiversity: A response to Mendonça et al. (2003). Ecological Economics 6 (55): 5–10
CHRISTIE, M., NICK HANLEY, N., WARREN, J., MURPHY, R., WRIGHT, R., HYDE, T. (2006) Valuing the diversity of biodiversity. Ecological Economics 58: 304– 317
COSTANZA,R. D’ARGE, R., RUDOLF DE GROOT, R., FARBER, S., GRASSO, M., HANNON, B., LIMBURG, K., NAEEM, S., O’NEILL, R.V., PARUELO, J., RASKIN, R.G., SUTTON, P., VAN DEN BELT, M. (1997) The value of the world’s ecosystem services and natural capital. Nature 387: 253-260
KASSAR, I. E LASSERRE, P. (2002) Species preservation and biodiversity value: a real options approach. Journal of Environmental Economics and Management 48: 857–879
MATTOS,A.D.M., JACOVINE, L.A.G., VALVERDE,S.R., SOUZA, A.L., SILVA, M.L. E LIMA, J.E. (2007) Valoração ambiental de áreas de preservação permanente da microbacia do ribeirão São Bartolomeu no município de Viçosa, MG. Revista Árvore 31 (2): 347-353
MAY, P.H., NETO, F.C.V., POZO, O.V.C.(2000).Valoração Econômica da Biodiversidade: estudos de caso no Brasil. 200p.
MERTZ, O., RAVNBORG, H.M., LÖVEI, G.L.,NIELSEN, I, KONIJNENDIJK, C.C. (2007) Ecosystem services and biodiversity in developing countries. Biodiversity and Conservation 16:2729–2737
MONTGOMERY, C.A., POLACK, R.A., K., WHITE, D. (1999). Pricing biodiversity. Journal of Environmental Economics and Management 38: 1-19
NORTON, B. (1999) Biodiversity and environmental values: in search of a universal earth ethic. Biodiversity and Conservation 9: 1029–1044
NUNES, P.A.L.D., van der BERGH, J.C.J.M. (2001). Economic valuation of biodiversity: sense or nonsense? Ecological Economics 39: 203–222
PEARCE, D.W. (2001). The economic value of forest ecosystems. Ecosystem Health 7(4): 284-296
TURNER, R.K., PAAVOLA, J.,COOPER, P., FARBER, S., JESSAMY, V., GEORGIOU, S.(2003). Valuing nature: lessons learned and future research directions. Ecological Economics 46: 493-/510
Ao redor do mundo todo o Método de Valoração Contingente tem sido aplicado à valoração da biodiversidade em seus mais diversos níveis. Os bancos de desenvolvimento multilaterais, por exemplo, recorrem regularmente a esse recurso para avaliar projetos cujos benefícios são obtidos principalmente através de investimentos na melhoria de qualidade ambiental. Também as penalidades judiciais para compensar danos causados por desastres ambientais são freqüentemente fundamentadas na valoração contingente das perdas à sociedade, bem como dos custos de recuperação do ecossistema em questão.
Obviamente, a valoração da biodiversidade não deve ser tomada como única base para a tomada de decisões. Devido às incertezas envolvidas no processo de valoração, talvez ainda não seja possível obter uma estimativa acurada do valor da biodiversidade. Se considerada com prudência, no entanto, mesmo a mais crua estimativa obtida pode ser útil como ponto de partida, na medida em que serve para demonstrar a necessidade de pesquisas adicionais e esclarecer a importância relativa dos bens e serviços ambientais.
Independente da metodologia utilizada, existe uma tendência mundial a acreditar na inevitabilidade da valoração ambiental como forma de garantir a proteção da biodiversidade. Apesar das dificuldades encontradas, as decisões que fazemos enquanto sociedade acerca da natureza implicam em valorações, mesmo que não expressas em termos monetários. Cabe a nós decidir se vamos torná-las explícitas ou não.
BIBLIOGRAFIA
ADAMS, C., SEROA DA MOTTA, R., ORTIZ, R.A., REID, J.,AZNAR, C.E., SINISGALLI, P.A. (2007) The use of contingent valuation for evaluating protected areas in the developing world: Economic valuation of Morro do Diabo State Park, Atlantic Rainforest, São Paulo State (Brazil). Ecological Economics. doi:10.1016/j.ecolecon.2007.09.008
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KASSAR, I. E LASSERRE, P. (2002) Species preservation and biodiversity value: a real options approach. Journal of Environmental Economics and Management 48: 857–879
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NUNES, P.A.L.D., van der BERGH, J.C.J.M. (2001). Economic valuation of biodiversity: sense or nonsense? Ecological Economics 39: 203–222
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TURNER, R.K., PAAVOLA, J.,COOPER, P., FARBER, S., JESSAMY, V., GEORGIOU, S.(2003). Valuing nature: lessons learned and future research directions. Ecological Economics 46: 493-/510
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Pérolas da Primatologia
Volto para casa com aquela sensação de que estive presente em um momento histórico. Não daqueles que saem nos principais jornais e revistas de todo o mundo, mas um momento único, valioso e definitivamente inesquecível para a primatologia no Brasil.
Trata-se do I Curso de Primatologia de Campo do Sul da Bahia, organizado pela Sociedade Brasileira de Primatologia, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (na figura da professora Romari Martinez) e pelo Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia (IESB), com apoio de inúmeras organizações internacionais, dentre elas a Conservation International (CI) e a empresa Michelin, onde o evento está acontecendo agorinha mesmo...
O momento é histórico porque conseguiu reunir os mais antigos e respeitados primatólogos do Brasil, o professor Milton Thiago de Melo e o professor Aldemar Coimbra-Filho, precursores da primatologia brasileira, grandes pesquisadores e multiplicadores do conhecimento científico sobre esses animais tão adoráveis e intrigantes. Como eles mesmos ressaltaram inúmeras vezes ao longo de suas palestras e conversas, sempre num suave tom de brincadeira, sua idade já não lhes permite sonhar com muitos anos de vida pela frente e vem daí meu sentimento profundo de privilégio.
Além deles, estão presentes o Dr. Anthony Rylands, lenda viva da primatologia no Brasil e no mundo, atualmente no comando da CI em Washington, e o Dr. Alcides Pissinati, ícone da veterinária primatológica, que fundou, construiu e comanda há longos anos o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, o mais respeitado do Brasil, desde sempre.
Inúmeros outros primatólogos das antigas gerações, primatólogos das novas gerações e aspirantes a primatólogos têm, juntos, a oportunidade de compartilhar suas idéias, seus trabalhos, seus sonhos, suas preocupações e dúvidas, construindo uma grande e forte teia que, provavelmente, os ligará para sempre nessa caminhada que escolheram para si e para o mundo.
É um prazer indescritível estar viva e presente em um abiente de tamanha paixão, ideologia e vibração positiva projetada sobre o passado, para o presente e o futuro da primatologia no Brasil, país que detém a maior biodiversidade de primatas do planeta Terra.
SARAVÁ.
Trata-se do I Curso de Primatologia de Campo do Sul da Bahia, organizado pela Sociedade Brasileira de Primatologia, pela Universidade Estadual de Santa Cruz (na figura da professora Romari Martinez) e pelo Instituto de Estudos Socioambientais do Sul da Bahia (IESB), com apoio de inúmeras organizações internacionais, dentre elas a Conservation International (CI) e a empresa Michelin, onde o evento está acontecendo agorinha mesmo...
O momento é histórico porque conseguiu reunir os mais antigos e respeitados primatólogos do Brasil, o professor Milton Thiago de Melo e o professor Aldemar Coimbra-Filho, precursores da primatologia brasileira, grandes pesquisadores e multiplicadores do conhecimento científico sobre esses animais tão adoráveis e intrigantes. Como eles mesmos ressaltaram inúmeras vezes ao longo de suas palestras e conversas, sempre num suave tom de brincadeira, sua idade já não lhes permite sonhar com muitos anos de vida pela frente e vem daí meu sentimento profundo de privilégio.
Além deles, estão presentes o Dr. Anthony Rylands, lenda viva da primatologia no Brasil e no mundo, atualmente no comando da CI em Washington, e o Dr. Alcides Pissinati, ícone da veterinária primatológica, que fundou, construiu e comanda há longos anos o Centro de Primatologia do Rio de Janeiro, o mais respeitado do Brasil, desde sempre.
Inúmeros outros primatólogos das antigas gerações, primatólogos das novas gerações e aspirantes a primatólogos têm, juntos, a oportunidade de compartilhar suas idéias, seus trabalhos, seus sonhos, suas preocupações e dúvidas, construindo uma grande e forte teia que, provavelmente, os ligará para sempre nessa caminhada que escolheram para si e para o mundo.
É um prazer indescritível estar viva e presente em um abiente de tamanha paixão, ideologia e vibração positiva projetada sobre o passado, para o presente e o futuro da primatologia no Brasil, país que detém a maior biodiversidade de primatas do planeta Terra.
SARAVÁ.
sábado, 31 de janeiro de 2009
Evolução
"O que me impressiona, à vista de um macaco, não é que ele tenha sido nosso passado: é este pressentimento de que ele venha a ser nosso futuro."
Mario Quintana
Mario Quintana
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